terça-feira, 21 de outubro de 2008

Terça Feira dia 4 de Novembro pelas 22h


O caminho para Guantanamo (legêndado em Português/ duração: 90mins)

Quando os pais de Asif lhe encontraram uma noiva no Paquistão, ele mais 3 colegas partiram de imediato de Birmingham para Islamabad para ultimar os preparativos. Com tempo para matar, resolveram atravessar a fronteira para ajudar na evacuação do Afeganistão dias antes da invasão ocidental em 2001. Na confusão da guerra foram capturados pelas forças da Aliança do Norte e vendidos às tropas norte-americanas como terroristas.
Entre Janeiro de 2002 e finais de 2004 permaneceram na base militar de Guantanamo, sujeitos a intermináveis interrogatórios, sessões de tortura e isolamento. Quando não mais se poderia justificar as falsas acusações, foram eventualmente libertados com um frio pedido de desculpas e nada mais.
Nesta produção de Michael Winterbottom são reconstituídos todos os passos e peripécias que os famosos Tipton Three tiveram de atravessar na sua longa caminhada de regresso a Inglaterra. O documentário venceu o Urso de Prata no Festival de cinema de Berlim e continua a ser a mais detalhada e controversa analise à violação sistemática de direitos Humanos no notório Camp X-Ray, na Baía de Guantanamo, em Cuba.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

3ra Feira dia 7 de Outubro às 22h (entrada livre)


"Terra e Liberdade" de Ken Loach (109mins/legendado em português)


Na primavera de 1936, David, um jovem comunista desempregado de Liverpool, decide juntar-se às brigadas internacionais que lutavam pelos republicanos na guerra civil espanhola. Acaba a lutar ao lado da milicia do POUM e participa directamente no processo revolucionário catalão. Com o fim da aliança entre comunistas e anarquistas o idealismo de David é severamente posto à prova. Esta obra de Ken loach é uma adaptação do famoso diario de luta de George Orwell, "Homenagem à Catalunha", onde pela primeira vez, fora de Espanha, se dismistificou o papel do partido comunista espanhol naquela que foi a maior e mais importante batalha ideologica do seculo XX na Europa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Terça Feira dia 9 de setembro, às 22h na casa viva (167 Praça Marquês de Pombal, Porto). Entrada Livre


Guerra contra a democracia – De John Pilger (2007) Legendado em Português. Duração:94mins

Esta galardoada produção de 2007 explora a relação histórica e contemporânea entre Washington e países como a Venezuela, Bolívia, Chile, Guatemala e Nicarágua. Desde o golpe de estado na Guatemala em 1954 que os Estados Unidos têm exercido uma brutal influência na região, apoiando e financiando regimes ditatoriais, indiferentes a conceitos básicos de democracia e direitos humanos. Numa era onde se instaurou uma “guerra contra o terror”, Pilger conta-nos uma história universal, analisando e revelando ideias de poder, império e os seus vulneráveis mitos, numa parte do mundo onde a palavra “mudança" assume novos tons e cores.
O jornalista australiano John Pilger tornou-se internacionalmente reconhecido como o ultimo jornalista em Saigão durante a invasão norte americana. Desde então revelou-se como um insaciável defensor dos direitos básicos dos povos e um jornalista de inegável rigor e claridade. A “guerra contra a democracia” faz parte de uma longa série de documentários de Pilger onde se incluem os famosos “Palestine is still the issue”, “Social aparthaid in South Africa is real” e “New rulers of the world”.
Neste mês o cinema comunitário terá lugar uma semana mais tarde, por razões técnicas, voltando à primeira terça de cada mês logo em Outubro.

quinta-feira, 17 de julho de 2008


Em Agosto nao ha cinema comunitário, vamos de ferias.
Voltamos dia 2 de Setembro.
Boas ferias

quinta-feira, 19 de junho de 2008

3ra sessão do cinema comunitário na Terça Feira 1 de Julho, às 22h, Cava viva (167 Praça Marquês de Pombal, Porto) Entrada livre



Com a próxima cimeira do G8 prestes a começar, a próxima sessão do cinema comunitário será dedicada aos protestos contra os lideres das 8 nações mais industrializadas do planeta, que se vão reunir em Toyako, no Japão, de 7 a 9 de Julho.



Programa

(nota-os filmes não estão legendados em português, no entanto na maior parte resumem-se a montagens de imagens de protestos que falam por si proprias)

22h

- “Genoa Libera 2001”, de Globalize Resistence (30 mins - Em Inglês e Italiano)

Este foi um dos primeiros documentários produzidos logo apôs os protestos na cimeira de 2001 em Itália. Para além de incluir imagens impressionantes de confrontos entre manifestantes e “autoridades” nunca distribuídas nos media, o filme inclui uma série de entrevistas a participantes nos protestos.

22.30h

- “A ponte de Aurbounne 2002” (8mins- em Inglês)

Um ano depois da batalha campal em Génova, e ainda sob a sombra de um recente 11 de Setembro, o G8 reuniu-se na região montanhosa de Evian, na França. Contornando os obstáculos naturais um pequeno grupo de activistas conduziu uma acção não violenta com um fim inesperado devido a um acção policial pouco pensada.


22.38h

- “Shut Down Gleeneagles 2005” e outros pequenos vídeos (30mins- Inglês)

Em 2005 o G8 reuniu-se numa estancia de golfe no meio das Highlands Escocesas. Durante duas semanas cerca de 30 mil activistas conduziram uma série de acções com o intuito de fechar a cimeira. Nesta compilação de vários pequenos vídeos será possível ver o protesto na base nuclear de Faslane, os confrontos em Edimburgo durante a manifestação da “Make Poverty History Campaign”, o cerco à cimeira em Auchtarader e o protesto do Reclaim the Streets em Glasgow.

23.08h

- “G8 Heiligendamm 2007”(em Inglês)

Este vídeo compila horas de imagens dos protestos na ultima cimeira do G8 no norte da Alemanha. Por razões praticas serão seleccionadas apenas as mais relevantes, conforme o interesse da audiência.


Ao longo das projecções serão fornecidas informações pertinentes sobre o G8 e os protestos em particular.

Aparece e espalha a palavra.

Tudo o que querias saber sobre o G8 mas tinhas medo de perguntar



G8, uma historia breve...

A história começa no conturbado ano de 1973 quando uma crise energética, provocada pelo aumento dos preços dos barris da OPEC, desencadeou uma crise económica com repercussões globais. O império contra atacou com uma conferência internacional na Casa Branca, composta pelos dirigentes das maiores potencias internacionais, que deu origem à formação do chamado Library Group.
Em 1975, o então presidente Francês, Valery Giscard d’Estaing (Autor do projecto da, para já falhada, Constituição Europeia), convocou uma nova conferência em paris e formou-se assim o grupo do G6. No ano seguinte o Canada juntou-se à festa, e finalmente após a queda do muro de Berlim o grupo completou-se com a chegada da Rússia.
Hoje em dia o G8, composto pelos 8 países mais industrializados do planeta (Estados Unidos da América, Reino Unido, Alemanha, Canada, Japão, França, Itália e Rússia) representa aproximadamente 65% da economia global, embora o total dos 8 países apenas represente 14% da população do nosso pequeno planeta.
Uma vez por ano os presidentes dos respectivos membros juntam-se para um bacanal politico e um circo mediático sem igual, com muitos cocktails, apertos de mãos e fotografias nas primeiras paginas de jornais.
Na Cimeira de Gleneagles (2005) assinou-se um tratado histórico onde os 8 comprometeram-se a reduzir a divida externa de 14 países africanos, e o aumento de ajuda humanitária, embora até hoje pouco ou nada de prático tenha sido concluído.

Criticas

Desde 1975 que o G8 é alvo de criticas por parte de vários grupos, dos mais variados espectros políticos (Activistas Ambientalistas, Marxistas, Anarquistas, Feministas, direitos civis, direitos humanos, anti-patentes, anti globalização, etc).


As criticas são também variadas:
- Divida do terceiro mundo.
- Politicas de mercado injustas.
- Falta de acção ambiental.
- Monopólio de patentes medicinais e naturais.
- Iraque, Palestina, etc...

No fundo da questão reside um conflito fundamental. O da legitimidade de um grupo anti democrático de 8 auto-proclamados lideres do planeta, de tomar decisões com repercussões globais.
Os primeiros ecos de resistência organizada surgiram em 1998, quando a Rússia entrou na festa, em Birmingham (Inglaterra). Desde então os protestos multiplicaram-se.
Em Junho de 1999 na Cimeira de Colónia(Alemanha) um exagerado aparato policial deu origem a confrontos violentos entre as autoridades e os “críticos”. A cena voltou a repetir-se em Génova (Itália) resultando na morte, a tiro, de um jovem anarquista italiano pelas autoridades.
Desde então os 8 têm-se reunido fora de grandes cidades com o intuito de reduzir os protestos. Em Junho de 2002 a cimeira teve lugar no meio de um parque natural em Kananaskis (Canada) obrigando os “críticos” a encontrarem formas mais criativas de protesto.
Os confrontos repetiram-se nas ultimas 5 conferências, em Evian (Franca, 2003), em Sea Island (USA, 2004) em Gleneagles (Escócia,2005) em São Petersburgo (Rússia, 2006) e Heiligendamm (Alemanha 2007).
Dia 7 de Julho inicia-se a 34ra cimeira do G8 em Toyako no Japão. Para esta cimeira é esperado, para além da sinfonia de propaganda que normalmente se gera nestes eventos, uma série de protestos um pouco por todo o continente Asiático.

Enquanto a “festa” não começa, aparece na Casa Viva na terça feira dia 1 de Julho para descobrires um pouco mais do que se tem vindo a passar nos últimos anos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Terça Feira dia 3 de Junho às 10 da noite


A pouco mais de um mês da proxima cimeira do G8 em Toyako, no Japão, os ministros do ambiente dos respectivos 8 paises anunciaram que entre outros temas ira ser proposto um projecto para reduzir as emissões de dioxido de carbono significativamente até 2050. Antecipando a cacafonia e demagogia que seguramente marcara as discussoes em Julho a segunda sessão do Cinema Comunitário é dedicada ao tema do ambiente.

“Lammas Housing Project” (Produzido por Undercurrents UK- 4mins)

Um pequeno documentário sobre uma pacata comunidade sustentável no sul de inglaterra, determinada a provar que é possivel viver um estilo de vida confortavel sem que seja necessario abusar dos recursos naturais que tão grande impacto têm na biosfera que suporta toda a vida no planeta.

“Climate Camp” (Produzido Luciano Ibarra, Cine Rebelde e Rising Tide UK – 1h e 2mins)

Entre 26 de Agosto e 4 de Setembro de 2007 teve lugar o “Camp for Climate Action”, uma ocupação de um terreno fronteireiço com a Drax Power station, a maior emissora de CO2 na Europa, onde milhares de pessoas se concentraram para fechar a central energetica por um dia.

Numa altura em que se procura alternativas energeticas, o governo britanico reabriu a velhinha rede de exploracao de carvão, a mais poluidora forma de energia. A central energetica Drax consome anualmente 13 milhoes de toneladas de carvao e emite 20.8 toneladas de dioxido de carbono por ano.

O documentário analisa toda a problematica das mudancas climatericas a nivel global, tal como a dificuldade de organizar um acampamento desta natureza.

Mais info: www.risingtide.org.uk

terça-feira, 6 de maio de 2008