segunda-feira, 7 de setembro de 2009

5ª, 10 setembro, 22h00 entrada livre



Em resposta ao apelo squatmeet09.wordpress.com, dirigido a espaços okupados e/ou autogestionados, para dois dias de acção directa em Setembro, pela criação de mais espaços do género, o Cinema Comunitário dedica este mês ao tema e apresenta:


The Take, de Avi Lewis e Naomi Klein (87')

Documentário. Canadá, Argentina, 2004


No rescaldo do dramático colapso económico argentino de 2001, a classe média mais próspera da América Latina descobre-se numa cidade fantasma de fábricas abandonadas e desemprego em massa. A fábrica Forja dorme abandonada até que os seus antigos empregados a tomam. Fazem parte dum novo e dinâmico movimento de trabalhadores que ocupam negócio “falidos” e criam empregos nas ruínas do sistema que desaba.


Nos subúrbios de Buenos Aires, trinta trabalhadores desempregados partem em direcção à sua fábica “falida”, estendem os sacos-cama e recusam-se a ir embora. Tudo o que querem é voltar a ligar as máquinas paradas. Como em qualquer ocupação, têm que percorrer tribunais e enfrentar polícias e políticos, que tanto podem dar-lhes protecção legal como corrê-los violentamente.


The Take, um filme que, quase garantidamente, irá fazer-te rir e chorar e, acima de tudo, deixar-te com um desejo enorme de mudar o mundo, é um manifesto sobre o poder das pessoas normais quando se unem para conseguirem coisas extraordinárias.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sábado, dia 18 de Julho, às 16h30, na Casa Viva



“Flow: For the love of Water” de Irena Salina (83 mins/inglês)

Sábado, dia 18 de Julho, às 16h30, na Casa Viva (167, Praça Marquês de Pombal)

Entrada Livre

Ainda dentro do ciclo especial sobre o direito ao acesso a reservas de água, o cinema comunitário vai projectar “Flow: For the love of Water”, um estudo sobre diferentes processos de privatização de companhias de água, um pouco por todo o mundo.

Cobrindo os temas de contaminação desnecessária de água; Politicas agressivas do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional; Abuso de direitos humanos por parte de multinacionais; Mudanças hormonais na fauna marítima; e o crescimento de epidemias, como a cólera, resultantes da manipulação da distribuição de Água, “Flow” é provavelmente o mais completo documentário sobre o tema.

Sem dúvida, um filme a não perder.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

5ª, 9 julho 22h00 entrada livre


"Água" no Cinema Comunitário

Sendo um bem essencial para toda a vida, a água sempre desempenhou um papel central na ordem social. Com o aquecimento do planeta e o constante desenvolvimento urbano, o acesso às cada vez mais escassas reservas de água potável torna-se agora num problema à escala global.


Nas últimas décadas a água tem gerado conflitos violentos um pouco por todo o mundo. Da Palestina à Bolívia, dos Estados Unidos ao Japão, o elemento mais básico promete ser a maior fonte de discórdia entre os povos. Não se trata de uma mera disputa de poder, mas sim de uma luta pela sobrevivência. Quase 10 anos depois da Guerra das Águas em Cochabamba (Bolívia), o Cinema Comunitário abre um novo ciclo para tentar encontrar respostas àquela que é a pergunta mais fulcral para toda a humanidade: “Não será o direito ao acesso à água o mais importante e intocável dos Direitos Humanos?".


Blue Gold: World Water Wars, de Sam Bozzo (2008)
Documentário | Inglês, sem legendas


Em todos os cantos do Globo, estamos a poluir, desviar, bombear e a desperdiçar o nosso fornecimento limitado de água potável a um ritmo impressionante, directamente relacionado com o crescimento da tecnologia e da população. O sobredesenvolvimento abrupto da agricultura, da habitação e da indústria aumentaram a procura de água "fresca", bem para lá da sua reserva finita, provocando a desertificação da terra. Gigantes corporativos forçam os países desenvolvidos a privatizar a sua água, de modo a dar lucro. Os investidores em Wall Street apontam para a dessalinização e esquemas de exportação de água massivos. Governos corruptos utilizam a água para atingirem os seus fins políticos e económicos. Emerge o controlo militar da água e formam-se novos mapas geopolíticos e estruturas de poder que preparam o palco para as guerras mundiais pela água.


Seguimos numerosos exemplos em todo o mundo de pessoas a lutar pelo seu direito básico à água, de casos de tribunal a revoluções violentas e a convenções das Nações Unidas, de revisões constitucionais a protestos locais em escolas primárias. Como proclama Maude Barlow, "esta é a nossa revolução, esta é a nossa guerra". Uma fronteira foi pisada quando transformamos a àgua numa mercadoria. Sobreviveremos a isso?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

sábado, 20 junho

16h30 Cinema Comunitário

O Pesadelo de Darwin, de Hubert Sauper (107')

Documentário | 2004



As margens do maior lago tropical do mundo, considerado como o berço da Humanidade, são hoje o palco do pior pesadelo da globalização.

Na Tanzânia, nos anos 60, a perca do Nilo, um predador voraz, foi introduzida no lago Vitória, como experiência científica. Depois, praticamente todas as populações de peixes indígenas foram dizimadas. No entanto, aquilo que por um lado foi um desastre ecológico, mostrou-se comercialmente rentável, pois a perca do Nilo disseminou-se rapidamente e foi alvo de grande procura externa, sendo exportada para os mercados europeu e japonês.

Embora este negócio seja lucrativo, não gerou uma melhoria das condições de vida da maioria da população circundante, entregue a recursos escassos e a perspectivas de vida limitadas, e é o reflexo desta mudança nos habitantes da área que O Pesadelo de Darwin explora, não poupando ataques ferozes ao lado mais dúbio da globalização. Pescadores, políticos, pilotos russos, prostitutas, crianças, industriais e comissários europeus são os actores de um drama que ultrapassa as fronteiras do país africano. No céu, enormes aviões de carga da ex-União Soviética formam um ballet incessante, abrindo a porta a outro tipo de comércio: o comércio de armas.

O Pesadelo de Darwin foi escrito e realizado por Hubert Sauper. O documentário, legendado em português, tem produção conjunta de França, Áustria e Bélgica.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Maio - Vida Sob Ocupação


Em Maio o cinema comunitário é dedicado ao tema Vida Sob Ocupação. Com o Iraque como pano de fundo, vamos tentar compreender o que é viver num país ocupado por tropas estrangeiras, onde a mais mundana tarefa tornar-se numa decisão de vida ou de morte. Será projectado um filme de ficção e um documentário






14 de Maio, às 22h, na Casa Viva
Batalha por Haditha (92mins/Inglês)


A 19 de Setembro de 2005 explode uma bomba à beira de uma estrada em Haditha no Iraque, matando 1 soldado norte-americano e ferindo gravemente outros 2. Ao mesmo tempo está a ter lugar uma festa de crianças ali perto. Em jeito de vingança, as tropas invasoras atacam um quarteirão inteiro matando 24 homens, mulheres e crianças.
O caso mereceu apenas uma tímida atenção nos media e nenhum dos soldados que participaram no massacre foram condenados.
Em 2008 Nick Broomfield realizou Battle for Haditha, uma reconstituição do massacre da perspectiva das tropas e das vítimas, mostrando pertinentemente.






23 de Maio, às 15h, na Casa Viva
Heavy Metal em Bagdad (80mins/Inglês)

Ao longo dos tempos o Heavy Metal tem vindo a ser criticado e banido um pouco por todo o mundo. No entanto nunca deixou de ser um fenómeno global, à excepção do médio oriente. Isto é, até aparecerem os Acrassicauda, uma banda de trash-metal iraquiana que durante o regime de Saddam Hussain conseguiu contornar todas as adversidades para não só existir, mas também fazer sucesso além fronteiras. Mas desde a invasão a vida da banda tornou-se insustentável. Num país onde todas as movimentações são minuciosamente controladas e que o mais banal gesto pode levar-te à prisão ou para debaixo da terra, como é que uma banda de metal sobrevive?
Este documentário mostra-nos a luta dos Acrassicauda, na sua insaciável busca pelo direito a tocar, congregar os seus fãs e fugir de um país mergulhado na mais sangrenta guerra do século XXI.





segunda-feira, 9 de março de 2009

Março 2009 - Escravatura e Racismo


Em Março o cinema comunitário é dedicado ao tema da Escravatura e Racismo.
Desde 1415 que Portugal desempenhou um papel central no mercado da escravatura tal como no desenvolvimento do corpo teórico da ideologia racista. Com o recente aumento de crimes raciais e explosão emigratória, o tema assume novos contornos e importância. Para melhor perceber a problemática será projectado a trilogia da História do racismo, uma produção transmitida na BBC 4 em 2007, durante as celebrações dos 200 anos da abolição da escravatura.

Data: Quinta-feira, 12 de Março. Às 22h. Entrada livre

Local: Casa Viva




“A cor do dinheiro” (58mins/inglês)


Na primeira parte desta míni série documental o mercado da escravatura é analisado pelo ponto de vista económico, estudando como cada império moldou as instituições económicas de forma a explorar todo o potencial do escravo; como algumas instituições bancárias nasceram exclusivamente do mercado da escravatura; como surgiram os primeiros conceitos de raça e racismo; e como os filósofos do iluminismo (Kant, locke e Hegel) justificaram uma hierarquia racial.


“O fardo do homem branco ou o inferno do homem de cor” (58mins/inglês)


Analisando alguns dos crimes do imperialismo ocidental, este documentário reflecte sobre o impacto do Darwinismo no discurso racista, com particular interesse nos Darwinistas Sociais e no notório livro de Thomas Carlyle, “Discurso ocasional sobre a questão do Negro”, que transformou o discurso racista no que hoje reconhecemos.


Data: Sábado, 21 de Março. Às 16.30. Entrada Livre
Local: Casa Viva


“Um Legado Selvagem” (58mins/inglês)


Na última parte da trilogia da história do racismo analisa-se a era pós abolição da escravatura, onde emergiram diferentes correntes politicas e sociais que exigiam a manutenção de uma hierarquia racial.


Debate


Depois dos filmes haverá um debate com convidados sobre racismo nos dias de hoje. Como se manifesta no dia a dia? Como se institucionalizou na nossa sociedade contemporânea? Quais são as suas novas vertentes?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Matiné do Cinema Comunitário

sábado, 21 fevereiro
16h30

entrada livre

A Valsa com Bashir, de Ari Folman[em Hebraico, com legendas em Português, 90']


Em Junho de 1982, Israel invade o Líbano e dá início àquela que foi chamada a primeira guerra do Líbano. Depois de dois meses de incessantes bombardeamentos, é finalmente negociado o retiro das tropas israelitas de Beirute. No ano seguinte, como represália pelo assassinato do adorado líder Bashir Gemayel, as milícias libanesas invadem os campos de refugiados palestinianos de Sabra e Shatila e massacram os civis, um ataque em área controlada pelo exército israelita e com conhecimento do mesmo.


A Valsa com Bashir é um filme de animação realizado por um ex-militar israelita que combateu nessa guerra, com história baseada em dados biográficos:
"Uma noite num bar, um velho amigo de Ari Folman fala-lhe de um pesadelo recorrente no qual é perseguido por 26 cães enraivecidos. Todas as noites a mesma quantidade de monstros. Os dois homens chegam à conclusão que há uma ligação com o exército israelita, durante a sua primeira missão na primeira guerra do Líbano no início dos anos 80. Ari fica surpreendido pelo facto de já não se lembrar de nada desse período da sua vida. Intrigado pelo enigma, decide entrevistar velhos amigos e camaradas por todo o mundo. Ele precisa de descobrir a verdade sobre essa altura e sobre ele próprio. Enquanto Ari se envolve cada vez mais no mistério, a sua memória começa lentamente a despertar imagens surreais…"

Título Original Waltz With Bashir (Israel/Alemanha/França/EUA, 2008)Realização Ari FolmanArgumento Ari FolmanIntérpretes Ari Folman Ron Ben-Yishai Ronny DayagAnimação David PolonskyMúsica Max Richterwaltzwithbashir.com

casa-viva.blogspot.com